Fernando Pessoa também foi colecionador de selos.
Na foto, o álbum de selos que Fernando Pessoa ganhou de sua mão no aniversário de 14 anos. Assinado e datado por Pessoa na página inicial: Fernando António Nogueira Pessoa - 13 de Junho de 1902.
Este álbum de selos pertenceu ao espólio dos herdeiros de Fernando Pessoa e foi leiloado em 2008 para um colecionador.
Em 1975 foi lançado em Portugal um selo em homenagem à Fernando Pessoa e a Pintura Portuguesa do Século XX, com a imagem do quadro "Fernando Pessoa Lendo Orpheu", pintado por Almada Negreiros (1893-1970), hoje existente na Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa.
Sobre a mesa, um café e o exemplar da Revista Orpheu (número 2).
A revista Orpheu foi criada em 1915 por Fernando Pessoa, Mário de Sá Carneiro, Luís de Montalvor e pelo próprio Almada Negreiros.
Veja ao lado a reprodução da capa da revista original (reedição feita pela Ática).
Veja ao lado a reprodução da capa da revista original (reedição feita pela Ática).
Valor facial do selo: 10$00 (Dez Escudos)
Método de impressão: off-set em papel esmalte
INCM Imp. (Impresso pela Imprensa Nacional-Casa da Moeda de Portugal)
CEPT (Conferência Europeia das administrações Postais e de Telecomunicações)
Método de impressão: off-set em papel esmalte
INCM Imp. (Impresso pela Imprensa Nacional-Casa da Moeda de Portugal)
CEPT (Conferência Europeia das administrações Postais e de Telecomunicações)
Abaixo, a imagem do Envelope de Primeiro Dia de Circulação (FDC), carimbado em 26 de maio de 1975, com a série dos dois selos comemorativos da Pintura Portuguesa:
- Selo da esquerda: Fragmento da iluminura do Manuscrito de Lorvão "Cavaleiros do Apocalipse" (artista desconhecido do Séc.XII), do Arquivo Nacional da Torre do Tombo.
- Selo da direita: Quadro "Fernando Pessoa Lendo Orpheu" de Almada Negreiros
O quadro original foi pintado por José Sobral de Almada Negreiros em 1954 para o Restaurante Irmãos Unidos, de Lisboa.
Selo em homenagem ao cinquentenário da morte de Fernando Pessoa (1888-1935).
Portugal - 1985.
Portugal - 1985.
Emissão parte da série: "Vultos das Artes, Letras e Pensamento Portugueses"
Desenho de Luís Duran.
Impressão: off-set pela Imprensa Nacional-Casa da Moeda sobre papel esmalte.
Valor facial: 46 Escudos.
Tiragem: 600.000 selos.
Lançado no dia 2 de outubro de 1985.
Desenho de Luís Duran.
Impressão: off-set pela Imprensa Nacional-Casa da Moeda sobre papel esmalte.
Valor facial: 46 Escudos.
Tiragem: 600.000 selos.
Lançado no dia 2 de outubro de 1985.
Em 1995, foi lançada em Portugal uma série de selos sobre "Escultura Portuguesa". Um dos selos da série mostra a estátua de Fernando Pessoa - obra do Século XX (1988) em ferro, de autoria de Lagoa Henriques.
A estátua está localizada na Rua Garret (Largo do Chiado), em Lisboa, na frente do famoso café A Brasileira, onde Fernando Pessoa costumava frequentar.
A estátua está localizada na Rua Garret (Largo do Chiado), em Lisboa, na frente do famoso café A Brasileira, onde Fernando Pessoa costumava frequentar.
POEMAS TRADUZIDOS
PARA O CHINÊS
PARA O CHINÊS
O poeta é um fingidor.
Finge tão completamente
Que chega a fingir que é dor
A dor que deveras sente.
E os que lêem o que escreve,
Na dor lida sentem bem,
Não as duas que ele teve,
Mas só a que eles não têm.
E assim nas calhas de roda
Gira, a entreter a razão,
Esse comboio de corda
Que se chama coração.
No rio uma vela
Serena a passar,
Que é que me revela?
Não sei, mas meu ser
Tornou-se-me estranho,
E eu sonho sem ver
Os sonhos que tenho.
Tornou-se-me estranho,
E eu sonho sem ver
Os sonhos que tenho.
Que angústia me enlaça?
Que amor não se explica?
É a vela que passa
Na noite que fica.
Que amor não se explica?
É a vela que passa
Na noite que fica.
O poeta português Fernando Pessoa tinha o hábito de escrever sob diversos pseudônimos, cada um com um estilo e uma biografia próprios. Entre os pseudônimos adotado estão Ricardo Reis, Alberto Caieiro e Álvaro de Campos.
A popularidade de Pessoa só ocorreu após sua morte. Pessoa morreu em 1935, mas sua poesia só despertou o interesse do público a partir da década de 1940. Seus poemas só foram traduzidos para outros idiomas depois de sua morte.
O poeta era muio amigo de outros dois grandes nomes da poesia portuguesa: Almada Negreiros e Mário de Sá-Carneiro. Trocou intensa correspondência com Sá-Carneiro, que só foi interrompida após o suicídio do amigo.
Coisa que Pessoa não conseguia ver era um lapis sem ponta. Antes de escrever, ele costumava apontá-los. Consta também que o grande poeta português também mantinha o hábito de só escrever em pé. Além disso, Fernando tinha gosto pela astrologia. Místico, ele tinha mania de fazer mapas astrais dos amigos, parentes, conhecidos e até de personalidades históricas.
Numa visita à Portugal, o maior desejo da poetisa brasileira Cecília Meireles era conhecer Fernando Pessoa. O poeta, porém, não compareceu ao encontro e deixou Cecília na espera por quase duas horas. Ao voltar ao hotel, ela topou com um livro e uma carta de Pessoa. Nele, o gênio português pedia desculpas por não ter ido ao encontro. O motivo? Os astros diziam que os dois não podiam se encontrar naquele dia.
A popularidade de Pessoa só ocorreu após sua morte. Pessoa morreu em 1935, mas sua poesia só despertou o interesse do público a partir da década de 1940. Seus poemas só foram traduzidos para outros idiomas depois de sua morte.
O poeta era muio amigo de outros dois grandes nomes da poesia portuguesa: Almada Negreiros e Mário de Sá-Carneiro. Trocou intensa correspondência com Sá-Carneiro, que só foi interrompida após o suicídio do amigo.
Coisa que Pessoa não conseguia ver era um lapis sem ponta. Antes de escrever, ele costumava apontá-los. Consta também que o grande poeta português também mantinha o hábito de só escrever em pé. Além disso, Fernando tinha gosto pela astrologia. Místico, ele tinha mania de fazer mapas astrais dos amigos, parentes, conhecidos e até de personalidades históricas.
Numa visita à Portugal, o maior desejo da poetisa brasileira Cecília Meireles era conhecer Fernando Pessoa. O poeta, porém, não compareceu ao encontro e deixou Cecília na espera por quase duas horas. Ao voltar ao hotel, ela topou com um livro e uma carta de Pessoa. Nele, o gênio português pedia desculpas por não ter ido ao encontro. O motivo? Os astros diziam que os dois não podiam se encontrar naquele dia.
Galera, gostei muito do blog. Leve, informativo, vídeos, imagens, curiosidades!!!
ResponderExcluirParabéns!
Sônia
Obrigada Sônia!
ExcluirAdoramos tambem saber que o nosso blog ficou apresentável, informativo e legal.
Com certeza irá ajudar quem certamente precisar.
:D